Caminhão tomado de assalto é queimado nos Bambas; motorista escapou por pouco


Bom Jesus do Amparo/MG - Toda a ação dos policiais militares de Itabira começou por volta das 22horas deste domingo, 12 de fevereiro e terminou com saldo positivo, com a apreensão de duas armas de fogo, um Fiat usado no assalto e a prisão de quatro homens, todos com extensa ficha criminal por assaltos, homicídios, tráfico de drogas entre outros crimes.
De acordo com o caminhoneiro Renato Pereira, de 36 anos, ele estava vindo sentido a Itabira quando parou na Lanchonete “Amigão” às margens da rodovia para tomar um refrigerante. Assim que terminou o lanche ele prosseguiu viagem, mas não percebeu que estava sendo seguido por um veículo Fiat Uno, com quatro indivíduos dentro.
O veículo se aproximou do caminhão, sendo que um deles apontou duas armas para o caminhoneiro e disse: “Perdeu malandro!”.
Assim que Renato parou o caminhão, um deles começou a pedir a nota fiscal do que ele transportava. Percebendo que não havia nota, os criminosos ligaram para um comparsa e disseram: “Chefe, a carga não é da Johnson & Johnson!”.
Segundo a vítima, o chefe dos bandidos disse para que eles queimassem o caminhão com a carga e o motorista dentro. Em seguida, os bandidos mandaram o caminhoneiro voltar com o caminhão em sentido ao trevo de Bom Jesus do Amparo e parar próximo a um posto de gasolina. Os criminosos então ordenaram para que Renato buscasse duas embalagens pet de gasolina e não falasse nada para o frentista, por que ele estaria na mira da arma.
De acordo com Renato, ele chegou a urinar nas calças e usou o banheiro do posto para fazer outras necessidades, tudo isso por medo.
Ao chegar à localidade dos Bambas, por volta das 22h30, a vítima entrou com o caminhão em meio ao matagal. Em seguida, os bandidos mandaram Renato colocar fogo em seu próprio caminhão, que estava carregado com uma carga avaliada em R$35 mil.
Depois que o fogo se alastrou um dos homens empurrou Renato para o fogo. A vítima ficou toda 'sapecada'.
Segundo Renato ele teria dito aos bandidos: “Não me matem! Sou pai de família!”. Neste momento, um dos assaltantes disse: “Não podemos matar ele, porque será nosso escudo para a gente sair daqui!”.
Um outro veículo Fiat Strada também estava dando cobertura aos bandidos. Segundo o caminhoneiro, ele teve que ficar deitado no meio do mato até o dia amanhecer, seguindo a ordem dada pelos bandidos.
Às 23h a Central da Polícia Militar recebeu uma informação de que próximo à usina de asfalto da empresa SPA havia um veículo Fiat Uno parado, em atitude suspeita, com quatros indivíduos dentro.
Duas guarnições da Polícia Militar, juntamente com o coordenador do policiamento urbano se deslocaram para o local próximo a entrada para Ipoema, zona rural de Itabira. O veículo Fiat Uno foi encontrado. Assim, os militares ligaram a sirene e ordenaram que os homens encostassem.
Mesmo em alta velocidade, eles jogaram objetos no meio do mato. Ao serem revistados, a princípio nada foi encontrado com os indivíduos, mas, próximo onde eles jogaram os objetos, foi localizado um revólver calibre 38, municiado.
Diante disso, foi dada voz de prisão para Mauro Ribeiro Diniz, de 27 anos, Alexsandro Carlos Rodrigues, de 29, e os irmãos Wesley Ramos Moreira, de 31 e Webert Ramos Moreira, de 23 anos.
Ao verificar a ficha deles, os militares se assustaram com a periculosidade de cada um. Todos são violentos e tem uma extensa ficha criminal, com quase todos os artigos do Código Penal.
Os quatros foram levados para a Delegacia de Polícia Civil no bairro Campestre. Outra viatura ficou próximo ao local onde foi feita a prisão, para poder encontrar outras armas, assim que o dia amanhecesse.
As 06h20 da manhã Renato saiu do mato pedindo socorro. Chorando muito, ele foi amparado pelos militares. A vítima foi levada até a delegacia, e com muito medo, reconheceu todos os autores.
Por volta das 9h a Polícia Militar, uma equipe da Rocca e outros mais, comandados pelo Capitão Eleutério, encontraram mais uma arma.
A ocorrência foi registrada na 83ª Companhia da Polícia Militar. A Polícia Civil agora está investigando o caso para saber se tem ligação com outros assaltos a cargas com os mesmos "modus operandis".
AL/Michele

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